Há cerca de um ano nasceu uma empresa ligada a máquinas e ferramentas, denominada CanTools. Capaz de conciliar a sabedoria e experiência de Vítor Martins, gerente da empresa, com a juventude dos restantes sócios, a firma, que se encontra na zona industrial de Canelas (Vila Nova de Gaia), tem crescido de forma sustentada e sob valores de transparência e entrega total.
Em conversa com Vítor Martins, a Portugal em Destaque teve a oportunidade de descobrir as origens da empresa e o que motivou a sua criação. Segundo o mesmo, o mercado português precisava de alguém que desse prioridade à qualidade dos produtos e não ao seu preço. “Na CanTools, para além das máquinas e das ferramentas, focamo-nos nos consumíveis da própria indústria. Ou seja, podemos oferecer produtos aos nossos clientes dentro de uma gama de média/alta qualidade. Portanto, não entramos no negócio para promover massas de cêntimos. Não compro produtos provenientes de países com mão de obra duvidosa”, afirmou o gerente, mostrando descontentamento pelo caminho levado pelos empresários portugueses. “Infelizmente, vejo que a nossa concorrência direta aposta muito nesses produtos. Temos uma dificuldade enorme em afirmar junto dos nossos potenciais clientes com qualidade”.
Sabendo que o setor da metalurgia corresponde a cerca de 30% das exportações nacionais, Vítor Martins defende a necessidade de novos projetos para revitalizar o setor. É desta forma que a CanTools entra em cena. Representando marcas como a Bahco, Air Liquide, Hitachi, Mosa, Bison, Glova, Mep, Fat, Taf, CRC, Derek e fabricante de metais não ferrosos esta firma apresenta somente as melhores soluções, pensando sempre no sucesso dos seus clientes. “A CanTools tem primado por se afirmar com determinados valores, que são os valores de transparência, exigência, cooperação e entrega total ao nosso cliente. Temos esse objetivo e não baixamos os braços. Hoje é difícil liderar uma empresa, principalmente uma companhia jovem, que tem de se afirmar no mercado. Nós, ao contrário do que hoje é comum, valorizamos muito as pessoas. Olhando para o nosso crescimento, só temos de agradecer aos nossos clientes por eles nos ajudarem nesse sentido. Dentro dessas medidas, a CanTools tem tido dificuldade no crescimento, por estar a seguir uma política de fornecer serviços de qualidade. Temos uma assistência pós venda, embora os nossos produtos não necessitarem, mas fazemos esse acompanhamento junto dos nossos clientes e já temos uma carteira de mais de 200 clientes”, explicou o empresário, que conta com mais de 30 anos de experiência no setor.
Neste momento, a equipa da CanTools conta com sete pessoas, destinadas tanto à parte comercial como ao BackOffice. Todavia, o sucesso da empresa permite pensar num aumento para uma dezena de trabalhadores. O êxito conseguido provem dos valores da equipa, o que tem permito que não haja reclamações por partes dos clientes. “Para nós é muito importante poder vender e sentir a satisfação dos nossos clientes”, afirmou Vítor Martins. “Os grandes negócios dão-se por grandes equipas. Se assim não for, tentamos apenas fornecer o vizinho do lado, e o negócio de ocasião. Não é isso que pretendemos. Queremos estar situados no mercado e daqui a dez anos ter uma valorização em termos de marca que seja objetiva mas, acima de tudo, com muita responsabilidade social. Dentro dessa ordem, queremos continuar com a parte de formação, que é importantíssima. Aliás, o nosso negócio é de tal forma volátil em termos de produtos que, de mês em mês, temos que fazer formação interna a fim de fornecer as melhores soluções que o mercado tem aos nossos clientes”.
Para garantir a satisfação dos clientes, esta jovem companhia dispõe de um serviço de assistência às máquinas, quer na montagem, quer no acompanhamento pós-venda. “A pedido dos nossos clientes podemos e devemos interferir em problemas que surjam, mesmo que sejam provenientes de outros setores de negócios. As oportunidades para nós são demasiado valiosas porque a intenção e o objetivo está nas pessoas da CanTools. O primeiro objetivo passa por ser um bom interlocutor junto do cliente e não estar a pensar logo quanto vamos faturar. A nossa sobrevivência é importante e advém do nosso nível de faturação, como é óbvio, mas volto a frisar, a relação e o valor das pessoas são mais importantes. Desta forma, vamos tentar fazer tudo para manter este espírito nesta equipa”, sublinhou Vítor Martins. Desta forma, a CanTools consegue uma posição de distinção no mercado, aliando a qualidade dos produtos com as particularidades e competência das pessoas que elevam a empresa.
Outra forma de diferenciar a CanTool das restantes empresas da área é a questão do stock. Vítor Martins garantiu que acaba por contrariar as regras, uma vez que a firma aposta em manter o stock, de forma a poder ser vista como uma empresa célebre em termos de prazos. “Trabalhamos nesta altura com metas de prazos que cerca de 90% são entregues em 24 ou 48 horas”, orgulhou-se. “Temos uma certa flexibilidade junto dos produtos que temos em stock, mas acima de tudo, em doze meses, já conseguimos ser vistos pelas empresas e pelos grupos que nos fornecem como uma empresa que tem responsabilidades. Primeiro porque cumpre aquilo que compra, que é muito importante nos dias de hoje. E acima de tudo, a transparência que nos tem levado dia após dia, acaba por se refletir em quem trabalha connosco e coopera em termos de fornecimentos de materiais. Nesse sentido, conseguimos ganhar grandes objetivos em termos de negócio pela prontidão. Essa é outra solução que podemos apresentar ao cliente”.
Com todas estas valências, o futuro de CanTools tem tudo para ser de sucesso. Há medida que vão ultrapassando os obstáculos que vão surgindo, a equipa da empresa continua a melhorar o “know-how” e a criar novas soluções para os clientes. Nos próximos anos, o grupo liderado por Vítor Martins pretende expandir a marca para a Europa visto já haver trabalhos elaborados em alguns países Africanos nomeadamente Angola, Moçambique mas que pela indecisão política leva a manter os negócios suspensos. No entanto e segundo o mesmo, o mês de setembro será o ideal para encetar negócios em França.
Fonte: Portugal em Destaque. 30 de Agosto de 2016